Trabalho infantil: um estudo sobre os danos biopsicossociais percebidos pelos pesquisadores

Elenise Martins Costa, Ricardo Luis Vieira de Souza, Patrícia Beatriz Argollo Gomes Kirst

Resumo


O presente artigo tem por objetivo analisar os principais danos biopsicossociais do trabalho infantil, percebidos pelos pesquisadores. Através de uma pesquisa qualitativa com nove voluntários, em idade adulta, foi possível verificar, além do sofrimento, os motivos que os levaram ao trabalho precoce, decorrente do funcionamento familiar, cultural e econômico. O instrumento para coleta de dados, foi uma entrevista semiestruturada. Na análise de conteúdo foi possível visibilizar quatro categorias: lembranças e cenários do trabalho na infância, a formação escolar apesar do trabalho, prejuízos e ganhos e infância pessoal e impessoal. Concluindo, entendemos que o trabalho infantil gerou danos na subjetividade desses sujeitos, no sentido de negar o acesso à escolarização, tirando ou reduzindo a vivência de atividades essenciais para o desenvolvimento, tais como as brincadeiras e o enfraquecimento de processos de socialização, devido à responsabilidade adquirida com o trabalho que auxiliava no sustento da família.


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ISSN: 1981-1330

DOI 10.29327/226091