Efeito do açúcar em diferentes formulações na cicatrização por segunda intenção em ratos Wistar

Erica Cristina Bueno do Prado Guirro, Fabiana Carla Puntel, Bárbara Amanda Bebber, Lettycia Demczuk Thomas, Rafael Messias Luiz, Aline da Marco Viott

Resumo


A cicatrização é um processo dinâmico que deve ocorrer de forma harmoniosa para garantir a reparação tecidual. Há séculos o açúcar é reconhecido como agente cicatrizante, todavia a forma granulada nem sempre é a ideal. Assim, o objetivo deste estudo foi avaliar a eficiência do açúcar em diferentes formulações na cicatrização por segunda intenção em ratos Wistar. Quarenta e nove ratos foram submetidos à realização de uma ferida cirúrgica de 8mm de diâmetro na região inter-escapular, seguida por tratamento tópico diário com NaCl 0,9% (G1 – controle negativo); açúcar cristal (G2); gel de carboximetilcelulose (G3); gel de carboximetilcelulose acrescido de açúcar a 98% (G4); clorexidina (G5); clorexidina acrescida de açúcar, na proporção 2g:1g (G6); pomada comercial à base de fibrinolisina, desoxirribonuclease e cloranfenicol (G7 – controle positivo). Em D2 (segundo dia de pós-operatório), D4, D7, D10, D14, D21 e D30, um animal de cada grupo foi submetido à eutanásia e procedeu-se avaliação macroscópica e microscópica da ferida. Macroscopicamente, verificou-se que não houve edema e nem infecção em nenhum dos grupos, mas exceto em G7, houve crosta nos demais grupos, sendo mais intensa após o uso de açúcar puro (G2) e menos marcante diante do açúcar associado ao gel de carboximetilceulose (G4) ou à clorexidina (G6). Microscopicamente, em G5, G6 e G7 houve necrose e inflamação por tempo menos prolongado, enquanto que a formação do tecido de granulação foi mais precoce e a fibroplasia e a reepitelização foram mais intensas, favorecendo a reparação tecidual, que ocorreu em D10 no G7 e em D14 nos demais grupos. Conclui-se que o uso do açúcar associado à clorexidina é eficiente na cicatrização de feridas por segunda intenção em ratos Wistar pois torna as alterações macro e microscópicas menos intensas resultando em reparação tecidual mais precoce.

Palavras-chave: cicatrização, açúcar, carboximetilcelulose, clorexidina


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