MODELO M3 (Matemática-Música-Modelagem): um modelo didático alternativo ao ensino tradicional da Matemática

Yasmim Julieta Silva, Fredy Enrique González

Resumo


Este estudo situa-se no âmbito empírico, teórico e epistemológico da Educação Matemática Escolar, especificamente no Ensino Fundamental. Aborda a problemática da matofobia, definida como uma atitude generalizada de rejeição, tensão e medo em relação à matemática, que provoca um baixo rendimento escolar. A pergunta norteadora da investigação foi: Como as relações entre Matemática e Música podem contribuir para a aprendizagem de conhecimentos matemáticos dos estudantes do Ensino Fundamental? Objetivo: Explorar e caracterizar as possíveis contribuições da articulação entre a Música e a Matemática, mediada pela Modelagem na Educação Matemática, para favorecer a aprendizagem dos estudantes em uma escola pública. Justificativa: Demonstra-se o valor prático, afetivo e social do estudo ao oferecer o Modelo M³ como uma opção alternativa ao ensino tradicional, evidenciando que é possível transformar as experiências negativas anteriores dos estudantes em aproximações prazerosas e motivadoras por meio da interdisciplinaridade. Metodologia: Investigação de natureza qualitativa e de campo, desenvolvida em uma escola pública do sul do estado de Minas Gerais, Brasil. Participou uma amostra de 13 estudantes do 8° ano, organizados em três grupos de trabalho cooperativo baseados em seus interesses musicais. Seguindo as cinco etapas da Modelagem de Burak, compilou-se dados mediante gravações, fotografias e diários de campo. A informação foi sistematizada e interpretada através da estratégia analítica da Dialética da Imersão Arqueológica-Contemplação Hermenêutica. Resultados: As apreciações indicam que o Modelo M³ opera com uma estrutura multiplicativa e proximal na qual cada dimensão potencializa as demais, logrando que os estudantes mudem de receptores passivos para protagonistas ativos de seu próprio conhecimento matemático. Reflexões Gerais: Globalmente, evidencia-se a transcendência do modelo para superar a matofobia, reconfigurando a postura do professor como um mediador neuro-pedagógico e transformando a visão da sala de aula em um espaço holístico onde a formalidade matemática convive com a cultura e a alegria discente. Prospectiva: Fundamenta-se a possibilidade de executar estudos futuros que avaliem a transposição deste modelo didático na formação inicial de docentes, ou a criação de manuais específicos que universalizem a relação pentadimensional do Modelo M³.


Palavras-chave


Matofobia; Educação Matemática; Modelagem Matemática; Interdisciplinaridade; Modelo Didático. Matofobia; Educação Matemática; Modelagem Matemática; Interdisciplinaridade; Modelo Didático.

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DOI: https://doi.org/10.64856/acta.scientiae.8653

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eISSN: 2178-7727

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