Processo de Modelização Semiocognitiva na Aprendizagem Matemática

Bárbara Cristina Pasa, Cátia Maria Nehring, Méricles Thadeu Moretti

Resumo


Contexto: A aprendizagem matemática apresenta desafios significativos, especialmente na coordenação coordenada de registros de representação semiótica e na compreensão de conceitos abstratos, sendo comum a apreensão superficial de significados e a priorização de abordagens algorítmicas em detrimento da compreensão conceitual. Objetivos: Apresentar uma síntese estruturada e analítica do ensaio conceitual acerca do "Processo de Modelização Semiocognitiva". O objetivo do estudo original é propor um constructo didático focado no planejamento docente que auxilie os professores a superarem os obstáculos de compreensão textual e conceitual na resolução de problemas e definições matemáticas. Design: Pesquisa qualitativa, exploratória e bibliográfica, estruturada na forma de ensaio interpretativo, com foco na análise e reorganização reflexiva de conhecimentos existentes sobre aprendizagem matemática e atuação docente. Ambiente e participantes: Estudo teórico baseado em literatura especializada sobre a Teoria dos Registros de Representação Semiótica de Raymond Duval e o Contrato Didático de Guy Brousseau. Coleta e análise de dados: As categorias enfatizadas no processo de modelização semicognitiva emergiram dos pressupostos teóricos e a partir delas foram analisados um problema de área e uma definição matemática, observando-se a aplicação dos processos semiocognitivos e a inter-relação entre registros, estratégias cognitivas e mediação docente. Resultados: A modelização semiocognitiva permite a articulação de forma coordenada de diferentes registros semióticos, promovendo a compreensão conceitual de definições e problemas matemáticos, evidenciando a importância da conversão, segmentação e recontextualização na aprendizagem efetiva. Conclusões: Aprender matemática depende do planejamento intencional do professor, ao estruturar atividades capazes de mobilizar os registros semióticos, transformando definições e problemas em oportunidades de desenvolvimento do raciocínio matemático, e da flexibilidade conceitual dos estudantes.


Palavras-chave


modelização semiocognitiva; representação semiótica; compreensão matemática; ensino de matemática; contrato didático

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DOI: https://doi.org/10.64856/acta.scientiae.8618

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eISSN: 2178-7727

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