Quando a norma range os dentes – corpo, norma e transgressão

Luiz Felipe Zago

Resumo


As análises deste artigo derivam de trechos escritos por profissionais das áreas da saúde e da educação da rede pública municipal de Porto Alegre ao final do módulo “Sexualidades transgressoras”, parte integrante da formação intitulada “Violência, Gênero e Sexualidade: ressonâncias na saúde pública”, promovida pela Secretaria Municipal de Saúde da capital gaúcha. Os/as profissionais foram requisitados/as a escrever sobre o que mais os/as desacomodou ao longo das discussões empreendidas durante formação. A discussão acerca da norma, sua constituição e seu funcionamento, foi central ao longo do módulo e era o vórtice convergente das temáticas de gênero e de sexualidade. Tendo como eixo os versos da música “Geni e o Zepelim”, de Chico Buarque, sublinha-se a força da norma heterossexual – a heteronorma – enquanto matriz de produção subjetiva e corpórea, bem como a transgressão como efeito da atuação dessa norma. Problematiza-se a noção de “diversidade” dentro do território escolar e nos serviços públicos de saúde, nos quais atuam os/as profissionais integrantes da formação, indicando que a heteronorma mantém-se atuante no seio dos discursos politicamente corretos baseados na máxima do “respeito às diferenças”.


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