ESCREVER NA PELE, APRENDER NA REDE: AUTOLESÃO, CULTURA DIGITAL E PEDAGOGIAS DA VIOLÊNCIA

Anderson Barcelos Martins, Andresa Silva da Costa Mutz

Resumo


O artigo analisa as enunciações de autolesão não suicida em postagens na rede social X, entre março de 2019 e março de 2022, investigando os modos de dizer, mostrar e significar essa prática no ambiente digital. Ancorado nos Estudos Culturais em Educação e na análise do discurso de inspiração foucaultiana, examina as condições de possibilidade que sustentam sua circulação e legitimação. Os resultados indicam que as redes operam como espaços de aprendizagem, nos quais imagens, narrativas e interações configuram pedagogias culturais. O sangue emerge como elemento estético central, articulando visibilidade, engajamento e produção de sentido, em um regime no qual a violência se torna linguagem e prática compartilhada.

Palavras-chave: Autolesão não suicida; Cultura digital; Pedagogias culturais; Corpo; Violência.


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