Ancestralidade e resistência dos povos de Santo através da voz de Maria Bethânia

Roberto Remígio Florêncio, Carlos Alberto Batista Santos, Marcleide Sá Miranda Oliveira

Resumo


As religiões animistas ainda sofrem um preconceito considerável no Brasil, apesar de já internalizado por livros didáticos a miscigenação de três raças formadoras da etnia brasileira (índios nativos, europeus e negros africanos), apenas a cultura, a língua e a religião europeias são legitimadas pela imposição cultural da supremacia branca propagada nos mais diversos mecanismos midiáticos. Este trabalho se propõe a ressaltar a cultura das religiões afro-brasileiras, com foco no candomblé, a partir da música como elemento religioso, utilizando-se do repertório da cantora Maria Bethânia, principal artista do cenário nacional a valorizar as religiões de matrizes africanas. A metodologia é baseada na pesquisa bibliográfica, através de textos teóricos e do material produzido pela artista ao longo de 50 anos, e a interpretação dos dados tem foco na Análise do Discurso, privilegiando informações explícitas sobre os santos, os rituais que envolvem animais e plantas, além das evocações aos Orixás. O objetivo é a compreensão teórico-didática da religiosidade miscigena brasileira, contribuindo para a desmistificação da marginalidade dessas expressões de crença e fé, tendo como pressupostos teóricos, o pensamento decolonial e a desconstrução do conhecimento hegemônico pre-estabelecido.


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DOI: https://doi.org/10.17648/textura-2358-0801-v22n52-5482

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