A ESTÉTICA DECOLONIAL DE JULIANA NOTARI: CORPO, FERIDA E MEMÓRIA COMO PENSAMENTO
Resumo
Este ensaio propõe uma reflexão da videoperformanceAmuamas (2018), da artista pernambucana Juliana Notari, explorando o entrelaçamento entre corpo, natureza e colonialidade. Ao tomar a obra como objeto teórico (theoretical object) (Bal, 2002), o texto indaga as feridas coloniais que se inscrevem nos corpos femininos e no corpo-terra, articulando uma estética de resistência e de cura. Nessa perspectiva, a obra não se limita a ilustrar uma teoria já constituída, mas atua como dispositivo criador de pensamento, instaurando um campo em que corpo, território e memória colonial entram em fricção epistemológica.
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